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Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência
Por Rafaela Sousa (Aluna, 3.º TAS), em 2018/03/01397 leram | 0 comentários | 15 gostam
No âmbito da Prova de Aptidão Profissional (PAP), inserida no 3.º ano do Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde (TAS), a aluna Rafaela Sousa organizou, no dia 16 de Janeiro, uma palestra.
A palestra intitulada “Crianças e Adolescentes Vítimas de Crime e Violência” decorreu no auditório da Escola Secundária Henrique Medina e contou com a colaboração da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, sediada em Braga.
Tendo em atenção o ambiente atual em que estamos inseridos, a concretização desta palestra visou a divulgação e a sensibilização relativa às crianças e adolescentes vítimas de crime e violência, a partir do material fornecido pelas Técnicas de Apoio à Vítima, Cláudia Rocha e Sónia Pires, da APAV. Nesta atividade contámos com a participação das turmas do 1.º e 3.º anos dos Cursos Profissionais de Técnico Auxiliar de Saúde e de Técnico de Apoio Psicossocial. Para além dos alunos, também tivemos o privilégio de ter a presença de alguns professores que, gentilmente, se disponibilizaram para participar neste evento.
As Técnicas de Apoio à Vítima, com termos técnicos e precisos, explicaram as várias formas de crime e violência que são exercidas sobre as crianças e adolescentes. A violência infantil abrange tanto crianças como adolescentes, verificando-se que a escola poderá resolver, muitas das vezes, esta problemática, visto que as crianças e os adolescentes passam grande parte do dia na escola, convivendo com diversas pessoas.
Na palestra abordou-se o conceito de bullying como uma forma de violência contínua que acontece entre colegas da mesma turma, da mesma escola ou entre pessoas que tenham alguma característica em comum. No bullying existe um desequilíbrio de poder entre quem agride e quem é agredido/a; os comportamentos agressivos são propositados, tendo como objetivo assustar, magoar, humilhar e intimidar a vítima e as agressões podem ser cometidas contra uma vítima ou contra várias vítimas. Existem várias formas de bullying, tais como, físico, sexual, verbal, social, cyberbullying, e ainda, bullying homofóbico.
Com grande destaque foi, também, abordado, a violência no namoro, considerada como um ato de violência, pontual ou contínua, cometida por um dos parceiros (ou por ambos) numa relação de namoro, com o objetivo de controlar, dominar e ter mais poder do que a outra pessoa envolvida na relação. A violência no namoro pode se verificar a vários níveis, como sejam, físico, verbal, sexual, psicológico e social. A forma como pode ser exercida a violência sexual foi explicitada como sendo qualquer ato sexual indesejado, ou tentativa de ato sexual, avanço ou comentário sexual não desejado, assim como quaisquer outros contactos e interações de natureza sexual efetuados por uma pessoa sobre outra, contra a sua vontade.
A violência doméstica foi outro tema referido, sublinhando-se que esta forma de violência acontece quando uma pessoa da nossa família, ou alguém com quem se tem ou teve uma relação íntima, nos magoa, maltrata ou tenta magoar ou maltratar. Testemunhar (ver ou ouvir) episódios de violência entre pessoas com quem vivemos ou entre membros da nossa família também é uma forma de violência. Na violência doméstica existem outras formas de violência, concretamente, maus tratos psicológicos e emocionais, maus tratos físicos, violência sexual e ainda a negligência.
No final desta palestra, salientámos a forma simples e, simultaneamente, bem fundamentada, como as palestrantes foram explicando os conceitos inerentes à temática. Destacando-se o alerta para o facto de a violência infantil e nos adolescentes acontecer de diversas formas e em todo o lugar, causando inúmeras consequências, principalmente, na vida adulta, podemos perceber que ela ocorre com mais frequência junto das crianças e adolescentes.
É fundamental estabelecer objetivos e estratégias compatíveis, face à violência nas casas, nas escolas, nas ruas e onde quer que a criança e o jovem alimentem a sua expectativa de crescer e de se desenvolver em função da sua sensibilidade, das suas diferenças, dos seus anseios e sobretudo, dos seus direitos.
Sendo assim, espera-se que esta palestra e o restante trabalho elaborado na Prova de Aptidão Profissional permitam uma maior sensibilização e conhecimento acerca dos tipos de violência exercidos sobre crianças e adolescentes.

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