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O Naturalismo na Arte Grega
Por Cesar Cogo Jr (Leitor do Jornal), em 2017/08/21343 leram | 0 comentários | 23 gostam
Apeles pintou um cavalo com tanto realismo que cavalos vivos relinchavam ao vê-lo. Histórias contam que Parrásio pintou uvas tão reais que passarinhos tentavam bicá-las.
  Desenvolvido por Paulo, César, Alison e Rafael.
Só é possível compreender o naturalismo na arte grega sob a perspectiva platônica de divisão do mundo em mundo sensível e inteligível. Assim,o conceito da beleza seria relativo no mundo das cópias, e absoluto no mundo das formas (inteligível).
  Assim como a emancipação do homem só é possível a partir do momento em que este entra em contato com o mundo inteligível, a beleza também só é um conceito existente em tal mundo. A arte do mundo sensível seria nada mais que a cópia de uma cópia, uma imitação da aparência das coisas (mímese).
  Nesse período (séculos V e VI A.C) o objetivo da arte era aproximar-se ao máximo da realidade. Tal objetivo levava os artistas a trabalharem ao máximo a técnica (techné). A visão que se tinha dos artistas, inclusive, aproximava-se muito da visão que se fazia dos trabalhadores manuais; pode-se dizer então que o artista, em uma sociedade marcada pela escravidão, era visto como indigno, no mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro.
  Apeles pintou um cavalo com tanto realismo que cavalos vivos relinchavam ao vê-lo. Histórias contam que Parrásio pintou uvas tão reais que passarinhos tentavam bicá-las. A busca pela perfeição na arte era o grande objetivo dos artistas gregos. Para que esse objetivo fosse atingido, técnicas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas ao longo dos anos, influenciando a produção artística de toda a civilização ocidental.

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