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Sofocracia: a teoria política de Platão
Por Eliseu Oliveira (Leitor do Jornal), em 2017/06/13779 leram | 0 comentários | 14 gostam
Ao longo da história, muitos regimes políticos foram criados com o objetivo de assegurar a ordem e o domínio social.
 Qual seria o regime ideal?

 Elaborado por:
 Anderson Castoldi
 Eliseu Oliveira
 Guilherme Volpato
Platão ilustra seu pensamento com a famosa alegoria da caverna. Aqueles que se libertaram das correntes elevam-se da opinião à ciência, alcançando o verdadeiro conhecimento.Tornam-se filósofos e devem retornar para o meio das pessoas comuns para orientá-las. O filósofo deve governar.
   Para Platão cada cidadão deveria exercer uma função correspondente ao seu tipo de alma.
   Todos seriam educados da mesma maneira até os 20 anos. Aqueles que possuem "alma de bronze" dedicam-se à agricultura, ao artesanato e ao comércio. São encarregados da subsistência da cidade.
   Os demais estudam por mais 10 anos. Os identificados com "alma de prata" são destinados à defesa da cidade.
   Os mais notáveis, que sobraram das seleções anteriores,por terem a "alma de ouro", estudam filosofia. Aos 50 anos, aqueles que passaram com sucesso pelas provas se tornam os magistrados. Cabe a eles o governo da cidade.
   Segundo Platão a política é a arte de governar com a aceitação popular e o político é quem conhece essa arte. Esse raciocínio revela que a democracia não é um regime justo,porque propicia que pessoas insensatas e injustas façam parte do governo. Para o Estado ser corretamente governado, é necessário que "os filósofos se tornem políticos, ou que os políticos se tornem filósofos".
   Portanto, Platão propõe um modelo aristocrático de poder em que o poder é confiado aos mais sábios, e não aos mais ricos. Isso é uma sofocracia: os sábios no poder.

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